novembro, 2006


30
nov 06

Cuidado: Seu blog pode estar sendo contaminado

Radioactive.jpgGeralmente, ao publicar um artigo que foge do contexto do blog, ou faz algum tipo de “pegadinha”, o blogueiro coloca o seu (blog) na reta.

Com isso, corre o risco de perder leitores assíduos, que gostam do seu conteúdo, pois há uma “quebra” de informação e contexto. Geralmente, são necessários vários artigos para conseguir um leitor, mas basta apenas um artigo para que vários leitores desçam pelo ralo, sem possibilidade de volta. Sina cruel, essa de blogar, não?

E pior que perder bons leitores, é conseguir vários. Vários trolls. Daí, quando isso acontece, você tem duas opções: uma é ter o triplo de trabalho para descontaminar o seu blog desta praga causadora de discórdias e grunhidos monossílabos, ou apagar totalmente o seu conteúdo, reformular o seu blog e mudar de nome e endereço (calma! não é você, é o seu blog).

Eu, por exemplo, também fiz uma “pegadinha” com as fotos da Gol. Tá, você pode me chamar de aproveitador barato, sem noção, sem sentido. Mas não fiz para me aproveitar da tragédia e conseguir visitas. Fiz para ver até onde vão as crenças desse povo, para comprovar minhas teses, para perceber o poder do imaginário coletivo. Foi, teve gente que caiu, ótimo, minha tese foi comprovada. Mas, e daí? Apago o artigo e os comentários, edito tudo dizendo que aquilo não passa de um hoax?

Não, não vou fazer isso. Apesar do Pimenta com Dendê estar sendo contaminado momentaneamente por comentários (se é que podem ser chamados assim) do tipo: “me manda mais fotos ai, falou“, “CARACA! GOSTARIA DE RECEBER MAIS FOTOS. OBRIGADO…” ou até “caraca essas fotos é loucas mesmo iradas ae manda as fotos q vc tiver ai valeu!” (percebam o contraste), não vou apagar o artigo, muito menos editar os comentários. Sad, but true.

Eles continuarão, como um estigma, para chamar a atenção de quem for necessário. Já lancei até campanha para o pessoal que continua pedindo as fotos, mas “ouça quem o queira”. Não vou sair por aí esbravejando, pois sei que de nada vai adiantar eu gastar minha energia nisso.

É justamente nestas horas que os bons leitores podem ter uma impressão ruim do seu trabalho, principalmente se este for o primeiro contato que eles têm com o mesmo. Essa é uma empreitada arriscada, mas é válida. O maior desafio, como já disse em um artigo, é transformar este visitante que vem a partir do Google e afins em um leitor, oferecendo conteúdo diversificado, atraente, e bem temperado (TM Pimenta com Dendê).

Daí, leva tempo, mas você consegue filtrar a sua audiência. Os trolls passam a ser minoria, até que desaparecem (quase) por completo, e sua Blogland fica livre das impurezas e encontra, finalmente, o seu lugar ao sol.


30
nov 06

Dica-minuto: o ícone do seu blog na barra de Favoritos

pi_logo.gifAcho que muita gente já sabe esta dica, mas não custa nada compartilhar com aqueles que ainda não o sabem.

Tenho entrado em muitos blogs onde não existe o “ícone dos favoritos”, ou seja, esse ícone que aparece no Opera e no Firefox, ao lado do endereço da página na barra de endereços e na aba de favoritos. Não sei se os blogueiros ainda não colocaram por falta de opção, gosto, ou por não saber mesmo. Bem, pra quem deseja, vai aqui a dica:

Colocando o ícone de favoritos em seu blog

Por Hilder Santos

Introdução: O ícone dos favoritos, ou favicon, como é chamado, nada mais é do que uma figura em formato .ico colocado no diretório root (principal) do seu blog. Esta dica é válida somente para quem tem o blog hospedado em um servidor próprio, e tem acesso FTP ao diretório root, geralmente o public_html. Em apenas 10 passos, você já estará com o seu favicon configurado.

01) Baixe o programa Irfan View (excelente programa para criar ícones);

02) Se o seu navegador não suporta a visualização dos favicons, baixe o Firefox aqui ao lado, para ver o resultado final. ==>

03) Abra no IrfanView a figura a ser colocada como ícone. Preferencialmente, esta figura tem que ter dimensões iguais de altura e largura (quadrada);

04) Após aberta, vá em Image > Resize/Resample, ou dê um CTRL + R;

05) Coloque a dimensão de 32×32. Se o “Preserve Aspect Ratio” no pé da janela estiver selecionado, desmarque-o e coloque a dimensão correta;

06) Pronto, dê ok.

07) Agora, é só salvar a figura. Vá em File > Save as… e escolha o formato ICO. Deixe as configurações no padrão e dê o nome de favicon para o arquivo.

08) Entre no FTP do seu host. Vá na pasta principal, geralmente public_html, e envie o seu favicon.ico pra lá.

09) Agora só falta colocar no seu site o código:

<link href="http://www.nomedoseusite.com/favicon.ico" rel="SHORTCUT ICON" />

Caso você utilize o WordPress, coloque o código no cabeçalho, ou seja, no arquivo header.php, antes da tag </head> e salve o arquivo. Caso utilize outra ferramenta, localize a tag </head> e coloque o código antes.

10) It’s done! Para conferir o resultado, entre no seu site em um navegador que suporte favicons. Se não aparecer, limpe o cache do seu navegador e tente mais uma vez. Qualquer dúvida, é só deixar um comentário.


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29
nov 06

Site o escambal! Eu tenho é um blog

splash.gif

É fato: a grande maioria dos brasileiros que freqüentam a internet não sabe o que é um blog.

Apesar de mais 14,1 milhões de brasileiros usarem a internet de casa (sem contar os cybercafés), a visita aos blogs brasileiros, em relação a este número, ainda é muito baixa. Esta questão, por sinal, foi levantada por Levy, na lista da Blogosfera no Yahoo, que eu participo.

Mesmo que um blog tenha uma média de 50 mil visitas/dia, este número é considerado ínfimo, se comparado com o total de brasileiros que usam a internet de alguma forma.

O blog, infelizmente, ainda é marginalizado e considerado mídia underground, sofrendo preconceito indireto até mesmo por parte de alguns blogueiros. Quer um exemplo?

Você monta um blog de um assunto diverso, suponhamos que seja tecnologia. Dá-se ao trabalho de pesquisar, aprimorar o seu conhecimento e publicar sua experiência na área, ou mesmo notícias diversas sobre tecnologia. Faz tudo em plataforma WordPress, dá abertura aos seus leitores de discutirem as suas idéias através de comentários. Pronto. Tá pronto o seu blog.

Daí, chega a hora da divulgação. E, fala sério: sob qual aspecto você vai divulgá-lo? Como blog ou site?

Percebeu a diferença? Infelizmente, poucas pessoas (comparando-se à maioria) não sabem o que são blogs. Daí, você diz: montei um blog sobre… pronto. Bastou para a maioria ficar confusa, dar uma risadinha sem graça e te perguntar com cara de quem não entendeu: errr… tá, mas… o que é um blog?

Eu tenho percebido isso atualmente. Meus amigos não entendem se eu disser “publiquei algo em meu blog”, acham até mesmo que estou xingando, dão uma risadinha sem graça e dizem: “que legal”. Tenho que traduzir: “Escrevi algo em meu site”. Pronto. Todo mundo entende. Depois, tenho que definir o que é um blog, mas mesmo assim ficam perdidos.

Além do mais, devido à forma com que os blogs aportaram no Brasil, os mesmos ainda são sinônimo de diários virtuais. E essa é a pedra no sapato da blogosfera brasileira, que ainda impede que muitos bons blogs sejam reconhecidos como uma mídia interativa, juntamente ao jornal, à televisão e ao rádio, etc, por parte dos seus usuários.

Quer outros motivos? Vamos lá: educação, classe social e paradigmas.

A educação está diretamente ligada à classe social. Pessoas de classes sociais mais elevadas tendem a ler mais, a pesquisar melhor os fatos, a formarem opinião. E a essência do blog é isso: artigo x comentários (coloquei assim pois vai além do fato x opinião).

Outra questão é a do paradigma das pessoas. Elas não têm uma relação de confiança com os blogs. Não adianta: se você colocar o fato deturpado em uma mídia de massa, como um jornal, a aceitação dela vai ser bem maior do que se colocada em um blog (exceto em casos em que a mídia não podia mostrar muita coisa, como o da Cicarelli e das tão famigeradas fotos da Gol). Os blogs só são visitados se neles houver algo exclusivo, inusitado. Informação por si só não basta.

Veja bem: eu estou falando sobre a maioria. Por sinal, já ia me esquecendo de citar outra coisa interessante: a maior parcela de visitas recebidas em um blog vem de blogueiros (falo sobre as visitas de livre e espontânea vontade, e não as trazidas pelo Google e afins).

Pra finalizar os argumentos, existe outra coisa que, de uma forma ou de outra, banaliza o blog no Brasil: acessibilidade. Em teoria, qualquer pessoa pode ter um ou mais blogs. Isso tudo gera uma amortização de conteúdo que cria um ócio nos novos leitores, no que se refere à pesquisa por informação, em um meio que ainda está muito contaminado. Não, não sou contra a abertura de blogs para todos, ao contrário, sou totalmente a favor! Mas sou contra a banalização dos mesmos. Quer fazer um blog? Tá, mais não atrapalha. Contribua de alguma forma, com alguma experiência. Falar sobre a cor do cachorro do filho do vizinho não vai torná-lo imortal.

Estão entendendo o que quero dizer? Vamos deixar esse preconceito de lado, vamos assumir o que temos. Não sejamos hipócritas. Vista a camisa e entre na torcida a favor de conteúdo cada vez melhor, como já é realidade no EUA e em muitos outros países. Não deixe se contaminar pela maioria. Esqueça isso de site, se você tem um blog, tem um blog e acabou! Um site a mais ou menos, talvez não faça diferença. Um blog… Faz diferença sim!

Faça a sua parte. Eu já estou fazendo a minha. Site é o escambal! Eu tenho é um blog!


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28
nov 06

Mais discussões: De falsas impressões, o mundo tá cheio

angry.jpgVez em quando, somos assaltados pela falta de entendimento referente à nossa opinião sobre determinados assuntos.

Não importa a forma que o assunto seja exposto, trabalhado, rebuscado: sempre, sempre haverão pessoas que irão contra a sua opinião, a não ser que você fale por axiomas.

Vejamos: você tem uma opinião formada sobre determinado assunto, e publica-a, seja por meio de um blog ou qualquer outro tipo de mídia. O blog, neste caso, é o indicado para receber um feedback mais autêntico daquela opinião. Você a expressa, ao seu estilo, ao seu gosto. Às vezes com boas intenções, às vezes não.

O que acontece é que, o que você disse achando que era “I”, é subentendido por “Y”. E aquele artigo no qual você trabalhou e passou horas a fio vai por água abaixo. Pra variar, o mesmo recebe uma enxurrada de comentários que, horas opinam a favor, horas opinam contra, levando o seu artigo por mares nunca dantes navegados.

Um exemplo recente foi a tão famigerada campanha “Feed-se todo mundo“, do Henrique, no Revolução Etc.: ele mostrou, de forma clara e objetiva (pelo menos, eu entendi perfeitamente o que ele queria passar), que era a favor da campanha de deixar o seu feed do jeito que você quiser, pois o blog é seu, e você faz o que quiser com ele.

Ora bolas… Isso é um direito de qualquer um! Você não deve seguir uma campanha ou tendência que vários estão seguindo, só para ser mais um em favor da defesa dos memes e contra a sua opinião própria. Concordo com o Henrique… Até aí.

O que certamente deixou muita gente de cabelo em pé referente à sua campanha foi o slogan com este trocadilho que, convenhamos, acho que só fez graça pra ele mesmo. Bastou, literalmente, uma, uma palavra para fazer com que os leitores subentendessem que era uma ofensa a eles mesmos, e lessem o restante do artigo com o pé atrás, chegando até mesmo a questionar a seriedade do blog e do seu conteúdo.

Eu, particulamente, não conheço de perto o Revolução.etc.br. Por isso, não vou questionar a seriedade do blog que, à primeira vista, é muito bom e tem conteúdo de primeira. Acontece que isso tudo me faz pensar sobre o que é que a blogosfera brasileira precisa: bons blogueiros ou bons leitores?

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26
nov 06

Filmes que nos deram prazer

philippe_noiret4.jpg

Calma, calma: não é o que você pode estar pensando.

Na nossa infância, ou até mesmo na nossa adolescência, fomos presenteados com filmes que atiçaram a nossa imaginação, a ponto de nos tirar um pouco da realidade em que vivíamos, e nos transportar para outro mundo, totalmente diferente, onde as paredes do mundo racional já não mais existiam.

Estes filmes tornaram-se clássicos. Não clássicos merecedores de Oscar e prêmios de reconhecimento, mas clássicos em nossa mente fértil e sedenta de boas ilusões.

Quem nunca sentou-se na frente da televisão na Sessão da Tarde para acompanhar de perto as peripércias dos personagens? Bradamos, rimos e nos emocionamos. Hoje, já crescemos, mas ainda assim bate o bom e velho saudosismo quando vemos algumas destas “pérolas”.

Convido você a fazer uma viagem no tempo. Vai dizer que você também não gostava de alguns destes? Se você teve uma boa infância/adolescência e não tem mais que 30 anos, presumo que sim!

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