Ultimamente, tenho observado quão grande é a [tag]blogosfera[/tag], e o potencial que ela oferece. Nos meus tempos de adolescente, em que construía inúmeros blogs, isso tudo passava despercebido.
Talvez pela minha ânsia em encontrar respostas para minhas próprias indagações, fazia do blog uma verdadeira terapia de [tag]auto-análise[/tag]. Isso foi bom para aquele tempo, confesso que me surpreendi com o resultado positivo. Auto-crítica sempre é necessário, seja em que quesito for. E o blog, naquele tempo, me ajudou a olhar pra trás e observar (confesso que às vezes um tanto hostil) o quanto eu aprendi e amadureci.
Mas este não é o fato: o fato agora é que as coisas mudaram. Foi-se o tempo em que os blogs pessoais faziam [tag]sucesso[/tag]. Exceto quando se é alguém famoso ou se está na mídia, um blog pessoal fazer sucesso é uma estimativa praticamente remota. Entenda-se por “blogs pessoais” aqueles destinados a mostrar o dia-a-dia de seus autores, em forma de diário.
Os leitores estão cada vez mais exigentes quanto ao conteúdo dos blogs os quais freqüentam, interagem junto com o autor. Aliás, esta é a grande diferença entre um post e uma notícia jornalística: a notícia se atém apenas aos fatos; o blog mostra a opinião.
Esta é uma das razões que fazem com que o blog de um jornalista não faça tanto sucesso. Prefiro não me adentrar muito no post do Contraditorium sobre este fato, muito menos neste outro excelente post do Digestivo Cultural. Prefiro não bater o martelo em prego que já está fixado.
Segundo estimativa da Technorati, nascem 175.000 blogs, a cada dia que se passa. Isso mesmo: cento e setenta e cinco mil blogs. Ou seja, colocando na calculadora, é um blog novo a cada 1/2 segundo.
Infelizmente, destes 175.000 blogs que nascem, ao menos aqui no Brasil, grande parte deles “morre“ em menos de 1 ano de atividade. A principal causa desta constante “morte” dos blogs é a falta de adaptação de seus autores às constantes [tag]mudanças[/tag] da Internet. O target, assim como as estações do ano, nunca são constantes.
Para comprovar esta tese, basta acessar um que foi, sem dúvida, o maior diretório de blogs do Brasil há pelo menos 2 anos atrás: O Blogs.com.br.
O portal foi jogado às traças. Não recebe atualizações há muito tempo. Conteve-se (e apostou as suas fichas) em oferecer serviços voltados para blogs pessoais. O que era antes “ponto de encontro de blogueiros de todo o Brasil”, hoje não passa de um site com um template péssimo, sem atualizações, e lotado de bugs.
Quem se destaca como diretório hoje, no Brasil, é o BlogBlogs.com.br, que oferece vários serviços condizentes com o atual quadro blogosférico em que nos encontramos. Soube aproveitar bem os feeds, fonte de sobrevivência de qualquer blog atual, além das tags e trackbacks.
Hoje a blogosfera está mais seletiva e, ao mesmo tempo, mais unida, devido à grande incidência de links que ligam uns blogs aos outros, formando a tão famosa blogosfera. Decretou fim ao “miguxês” (já não era sem tempo) e aos “diários virtuais”, cicatrizes que marcam até hoje a identidade dos blogs brasileiros. Devido à esta marca, os blogs são, ainda nos dias de hoje, vistos pela maioria como “[tag]diários virtuais[/tag]“. Basta ir ao Google e digitar “define:blog”.
Esta pauta levanta outra questão: Nos dias atuais, qual definição é dada a um blog?
Para responder a esta pergunta, devemos primeiro entender como funciona um blog.
O blog, (do inglês weblog, algo como registro de rede) é uma ferramenta que permite aos seus autores que postar entradas sobre diversos assuntos, escolhidos por ele, e dá a possibilidade de receber comentários dos visitantes sobre cada postagem. São bastante intuitivos, e permitem que o autor não saiba absolutamente nada de programação HTML para colocar a sua página no ar. Daí o boom dos diários virtuais e páginas afins no Brasil.
A ferramenta foi introduzida no Brasil através do blogger.com.br (hoje, serviço exclusivo para assinantes da Globo.com) em meados de 2000-2001 e teve sua época de ouro em 2003 com a ascensão dos blogs brasileiros. Só que, quando os blogs chegaram por aqui, os internautas estavam meio perdidos em relação à verdadeira função de um blog. A mídia, infelizmente, também contribuiu para que esse conceito equivocado de “diários virtuais” fosse difundido na mente dos blogueiros de primeira viagem. Tudo isso acarretou em um número alarmante de diários virtuais que, como seres vivos, nascem, crescem e morrem.
Hoje, os blogs tornaram-se um tipo de mídia, assim como a televisão, o rádio e o jornal. Forma opiniões e mostra fatos que, às vezes, nenhum tipo de mídia se ousaria a mostrar. Para ser blogueiro, você deve, antes de tudo, ser ousado.
Portanto, não há uma definição correta de blog para os dias atuais. Quem monta a sua definição é o próprio autor. O blog é apenas uma ferramenta, assim como uma faca: você é quem sabe para qual uso irá destiná-lo.
Blogs que conseguem formar uma opinião têm seu lugar de [tag]destaque[/tag] na blogosfera. Já se foi o tempo de autores medrosos, maníaco-depressivos, que reclamavam de tudo e fechavam-se num mundo só seu.
Quanto mais personalidade você por em seu blog, mais destaque ele terá, sem sombra de dúvida. Friso: Os leitores estão cada vez mais exigentes e críticos, e o autor deve estar aberto para mudanças e críticas.
Nada é constante na blogosfera: só a mudança o é. Aproveite as oportunidades, não deixe a peteca cair, junte a isso perseverança e força de vontade. Com estes ingredientes, será inevitável conseguir, na blogosfera, um lugar ao Sol.
Oi!
Viu, eu tinha razão! (se você leu minha resposta ao comentário que você deixou no Blogando, sabe do que estou falando)
Excelente post, gostei muito. Continue escrevendo, cê tem meu “maiorrr apoio”.
Oi, Nospheratt, li sim, obrigado pelas palavras de apoio.
Vou trabalhar para desta vez não deixar a peteca cair. Beijos!