Memes


16
out 07

O Livro das Revelações

Há algum tempo, fui convidado pelo Paulo Lima, do Mundo das Tribos e pelo meritíssimo Jorge, em seu Athena de Vento, para participar de uma tag onde devo abrir um livro na página 61 (nada de adicionar mais 8, engraçadinhos) e citar um trecho do mesmo.

Antes, quero dizer que estou um pouco desatualizado quanto à leitura didática. Nunca mais comprei, ao menos li um livro. Shame on me.

Sendo assim, escolhi um livro que está me chamando bastante a atenção ultimamente, apesar de eu lê-lo vez em quando: o escolhido foi Os Magos, de J. W. Rochester.

Os Magos é um livro bastante interessante: conta a história de um jovem que está tentando tornar-se mago, e todas as suas descobertas, exteriores e interiores, deste novo mundo que fascina tanta gente, há gerações sem fim. E sim, faz parte do acervo espírita. :)

Vamos à página 61:

O olhar de Supramati, involutariamente aterrorizado, deteve-se na poltrona. No rosto do jovem congelou-se a imobilidade da morte.

Só então o estado dele chamou a atenção de outros, pois alguns dos presentes se inclinaram sobre o cadáver tentando reanimá-lo, enquanto outros, com rostos pálidos e aflitos, comprimiram-se em volta.

- Por que é que ele não quis salvar o infeliz? Você me disse que o senhor das larvas livra da morte inúmeras vítimas – indagou Supramati.

- Inúmeras, mas não todos. No caso, as condições eram por demais precárias. Exaurido pelos abusos, o organismo era uma presa fácil para a diabólica sacerdotisa dos vícios, atraída para cá por desejos impuros e emanações de orgia. Enfraquecida pela beberagem, a alma da vítima não teve forças para se defender contra o insaciável vampiro, sedento de fluidos carnais e… assim essa pessoa pagou com a vida pela sua loucura. O salvador apareceu muito tarde; ele não conseguiu segurar a vida que se esgotava feito um rio, do interior do organismo exaurido pela devassidão. E quantas mortes semelhantes são registradas nos anais do Universo! – concluiu suspirando Dakhir.

Pois é. Não vá esperando nada parecido com Paulo Coelho, porque não é. :)

Como já é de lei, convido para dar prosseguimento: Gabriel Galvão, Jânio Sarmento, Tiago Celestino, Celso Junior e Rafael Arcanjo. Lembrando que, como já está de última hora, os convidados podem ficar à vontade para participar ou não da tag. Eu chutei pra tudo quanto é canto. :)

Ficou curioso para ler o restante do livro, não foi? Então, olha quanto é que custa “Os Magos” no JáCotei, e mata a tua curiosidade… Antes que ela te mate! Muwahahahaha!!! :twisted:


22
set 07

As piores músicas de churrascaria – e afins

Eu simplesmente não pude resistir.

O Noronha fez um post-meme intitulado “as piores músicas de churrascaria“, e eu relutei o quanto pude ao convite implícito. Mas, entendam: eu tinha que participar. E eu vou dizer por quê.

Posso contar um segredo a vocês, mas prometem não contar a ninguém?

Eu também já fui cantor de churrascaria. Juro. Shame on me. Me crucifiquem, me atirem facas, e joguem as minhas entranhas aos porcos. EU TAMBÉM JÁ FUI CANTOR DE CHURRASCARIA. Pena (ou melhor, sorte) que não guardei nenhuma foto para exibir a prova crucial do “meu passado me condena”.

Acontece que, naqueles tempos, eu tinha que ganhar dinheiro de alguma forma. Como não tinha um emprego formal e o Arrocha estava em alta aqui na Bahia, bastou juntar uma ou duas pessoas, comprar um teclado e ir tocar no Abaeté, Arvoredo e interiores da vida. Era um só ritmo, universal, onde cabia magicamente qualquer música que lhe viesse à cabeça: TUM… TUM TUM TUM… A dança também era uma só, com algumas variações: ou eram um homem e uma mulher, um travado na perna do outro, alguns saiam até dançando forró (???), a mulher revirando os olhos com aquele roça-roça na perseguida e o homem… bem, vocês sabem. Ou era ainda aquela filinha de homens e mulheres (sempre tinha que ter um gay no meio) fazendo os passinhos iguais, sincronizados, feito minhoca.

De qualquer sorte, foi um tempo bom aquele, principalmente pela diversão, fora o assédio que eu recebia. :D

Bem, já deu pra perceber que quem bem sabe de música tocada em bares e churrascarias sou eu, né? Portanto, aqui vai a minha listinha das 5 piores. Tapem os ouvidos, a festa vai começar:

Djavan – Oceano

A música é linda, verdade. E cantor de churrascaria que é cantor de churrascaria TEM que tocar esta música, acabando por se tornar quase que um Hino dos Bares e Churrascarias do Brasil – motivo este que a fez parar na minha lista-negra. O complicado, na verdade, é ouvir os cantores se esgüelando, cantando “Amar é um deseeeeeerto e seus temoooooores”… Você às vezes pensa que está ao lado de alguém passando por sérios problemas excretores, se é que você me entende.

Silvanno Salles – Eu tô carente

Talvez, a campeã. É um arrocha daqui da Bahia que muita gente já deve conhecer pelo Brasil. Essa, além de chata, é tosca, e tocada geralmente quando todo mundo já está cheio da cachaça, e afim de cantar alto, olhar para a mulher da mesa da frente e desenhar aquele coraçãozinho (também tosco) com os dedos, no ar. Ou ainda, dizer um “esta música é pra você“. Tosco. Vai pra lista, sem dó nem piedade.

Só pra Contrariar – Que se chama amor

Pra falar a verdade, eu até gosto desta música. Acho ela bem legal… Quando cantada bem, e com banda. Aquele ritmo de teclado que alguns dizem que é samba, e não passa de um tum, tss tss, tum tum, tss tss, aliado a um cantor que força a voz para imitar o Alexandre Pires, só aumentam o meu pavor por esta música, quando cantada em churrascaria. A vontade que dá é de se afogar num copo de cerveja. Quase que literalmente.

Olodum – I Miss Her

Bizarra. Não a música, mas a voz dos cantores. “Ô já, áiji laikexusnôu uexis náááu”… Parece que estou vendo uma encenação ao vivo de “Ó paí, ó” diante de mim. Bizarra, e dispensa muitas apresentações.

Bruno e Marrone – Eu Dormi na Praça

Horrível! Não suporto o Bruno e Marrone, e essa música, pior. Essa música entra quando metade do povo já saiu, e só sobraram aqueles chatos de fim de festa, pedindo pra tocar “as prediletas”: inclua neste rol Legião Urbana, Raul Seixas, Roberto Carlos, Reginaldo Rossi (garçom…) e mais uma porrada de gente. Excelente para acabar de vez com a sua noite.

E para você? Quais são as piores músicas cantadas em churrascarias?


22
ago 07

I’ve got the power!

schmooze_award1.gifEstá rolando na blogosfera a premiação denominada “Power of Schmooze”, ou seja, uma premiação dada de blogueiros para blogueiros, que acreditam no poder da comunicação e da amizade.

Como o próprio nome já diz, o Schmooze – ou seja, conversar casualmente de modo amigável – é, na verdade, uma homenagem feita àqueles blogueiros que consideramos importantes para a “fluência” de um bom relacionamento na rede. E eu, sem falsa modéstia, tenho um enorme prazer em dizer que fui indicado 2 vezes para esta grande homenagem – sim, eu dou importância a boas amizades.

Primeiramente, fui indicado pelo Paulo Lima do Mundo das Tribos, blog este que ainda não conhecia – ainda -, mas já está com seu feed devidamente assinado. É muito legal saber que somos queridos por pessoas legais, e que os meus esforços em oferecer um bom conteúdo estão sendo válidos.

Depois, lendo os meus feeds, vi que fui premiado também pelo meu amigo-guru Jânio, que, inclusive, saiu na revista WWW n° 86. Ser premiado por um grande cara – em todos os sentidos – como o Jânio, é muito, muito bom mesmo. Obrigado, meu velho.

Então, como é de praxe, devo escolher 5 blogueiros que eu considero terem o “Power of Schmooze”. São pessoas que eu tenho mantido contato há algum tempo, ou tenho acompanhado os textos, e gostado do que tenho visto. Lá vai:

  • Rafael Arcanjo, do Arcanjo.org: O Rafael é um cara bastante querido aqui na blogosfera. Super gente boa, tive a oportunidade o prazer de conversar com ele ontem – mas a decisão de colocá-lo como um homenageado já havia sido tomada desde que recebi o prêmio. Sou um profundo admirador deste cara, que se mostrou de uma solidariedade incrível na época em que outro amigo meu – que receberia este prêmio, se ainda estivesse vivo -, o Aldemir, adoeceu. Foi o Rafael que também lançou a campanha “Ofereça seu Feed Completo“, aderida pela grande maioria dos blogs de hoje. É muito bom saber que ainda existem pessoas humanas neste mundo. Rafael Arcanjo é gente que faz.
  • Jânio Sarmento, do Blogue do Jânio e do Lucrando na Rede, fora os outros: o Jânio é outra figura conhecidíssima pelos cantos de cá (e de toda a web; não é à tôa que o cara saiu na WWW n° 86), e é sem dúvidas, um cara de peso (desculpa, meu velho, mas eu tinha que fazer essa piadinha batida. Ha ha.). Como ele mesmo diz, é dono de um personalidade forte, e não poupa argumentos para defender as suas teses – todas bem sensatas, diga-se. Também pude bater um papo com ele algumas vezes, e o Jânio se mostrou super legal comigo em muitas coisas, com suas dicas e com o seu conhecimento. Tenho muito orgulho de tê-lo como um amigo, a taí uma grande amizade conquistada através deste espaço, o que me deixa muito orgulhoso. Muito obrigado pela homenagem, bicho, e o link também já iria merecidamente para ti, mas como você resolveu mandar pra cá primeiro… hehehe. Obrigado por tudo.
  • Nospheratt, do Blogando por Dinheiro e Deusário: Para quem ainda não sabe, é A Nospheratt. Acreditem ou não, ela foi a primeira blogueira não-miguxa que tive contato na blogosfera: foi ela quem me apresentou todo o poder que os blogs podem ter, tirando-me de vez das garras sombrias do miguxismo (sim… meu passado me condena – shame on me), e colocando-me no caminho luminoso da monetização de blogs e oferecimento de um bom conteúdo. Apesar de nunca mais ter tido contato com ela, seria hipocrisia da minha parte não prestar essa homenagem a uma pessoa tão legal para a blogosfera, e que me iniciou nestes caminhos através dos seus textos bem legais também. Nospheratt has the Power of Schmooze!
  • Bruno Alves, do BR Point: O Bruno dispensa comentários: o seu blog fala por si só. Tenho acompanhado os seus textos há algum tempo, e ele não economiza na hora de dar dicas essenciais para manter o bom funcionamento de um blog, em todos os sentidos. O cara é humilde, sensato, um exemplo de pessoa e de profissional para muitos. Deixar de citá-lo aqui seria como preparar uma omelete sem ovos.
  • J. Noronha, do Fim da Várzea: Outro camarada dos cantos de cá. O Noronha é outro cara que não economiza links para quem merece – ou não, e apimenta a blogosfera com seus artigos (epa, esse texto era meu!), todos dotados de um humor e opinião característicos de quem tem muito conhecimento a oferecer, seja em dicas para ganhar algum dinheiro com blogs, ou mesmo com dicas de otimização de conteúdo. O Noronha é outro brother que vem acompanhando aqui – e eu a ele – há algum tempo, portanto, apesar de já ter ganho trocentos Schmoozes, aqui vai mais um para a sua coleção.

Bem, é isso aí. Aos indicados, sintam-se à vontade para participar ou não da premiação, repassando-a para mais 5 blogs que vocês acreditam ter “The Power of Schmooze”. Esta é uma forma de homenagear a estes blogs, se bem que essa lista poderia se estender bastante, a comparar as amizades que já fiz por aqui.

Yes… I’ve got the Power!


30
jul 07

Como você escreve no seu blog?

escrever.jpgHá algum tempo atrás, o Gino Netto me convidou para que eu falasse como eu escrevo no meu blog.

Creio que todo blogueiro segue um método, algo como um ritual, uma rotina, para que seus textos fluam da maneira que lhe convir. Neste post, falarei um pouco de que maneira faço “nascerem” os meus posts.

1) Escolho o tema para o artigo

O primeiro e essencial passo para escrever os meus textos é definir um tema interessante. Geralmente, faço isso ao longo do dia, anotando em um caderno dois ou mais temas, e escolhendo um no final das contas, para ser trabalhado. O outro, se julgar interessante, deixo como pendência.

Se no outro dia ainda achar o tema sobressalente interessante, não titubeio: parto logo para a escrita.

2) Ligo o player e ouço uma boa música

Pode parecer controverso, mas não consigo escrever bem se não estiver ouvindo uma boa música. Para escrever, gosto de ouvir uma boa Electronic Music, ou mesmo algum bom Metal, às vezes passando até pelo New Age, como [BP]Deep Forest[/BP], [BP]Enya[/BP], e outros mais. A música, estando em background, auxilia no relaxamento e na inspiração de bons textos.

3) Leio bastante e anoto tudo o que for interessante

O terceiro passo é andar por aí em busca de informação relevante, algo que sirva para o tema que já tenho em mente. Só abro o Zoundry quando já tenho algo pra escrever, do contrário, me perco em minhas próprias palavras.

Além do mais, anoto tudo o que penso, com palavras-chave, pois o pensamento às vezes vem tão forte que o próprio punho não acompanha a minha linha de raciocínio.

4) Defino um bom título

Ao contrário do Gino, eu não deixo o título por último, ao contrário. Com o tema já em mente, o título é o primeiro a aparecer, e a partir dele escrevo o artigo.

O título, para mim, serve como uma trilha, que não deixa que você se empolgue e fuja do tema proposto. Sempre que sinto que estou fugindo do tema, olho para ele e retomo o fio da meada (às vezes, tenho o péssimo hábito de prestar atenção a 10 coisas ao mesmo tempo… Nada que um GTD não resolva).

5) Por vezes, escolho uma boa imagem para ilustrar o post

Quando sinto a necessidade, recorro ao Google Images para encontrar alguma imagem que tenha uma relação ao menos subliminar com o meu texto. Imagens fazem bem à leitura, dão vida e enriquecem o texto.

6) Escrevo com o dicionário do lado

Com todas as ferramentas em mão, parto para a escrita efetiva do texto. Deixo a minha mente me levar, junto à música, e quando me dou conta, já estou com o texto pronto. Por vezes, fico em dúvida da grafia de uma ou duas palavras, ou mesmo do seu significado, e recorro ao dicionário para sanar a minha dúvida, ou ainda ao Google.

Pois é, pode não parecer, mas o Google é um parceirão na hora de escrever textos. Quando estou em dúvida da grafia de uma palavra, por exemplo, digito-a no Google e, se estiver correta, surgirão milhões de resultados da mesma. Se não, a quantidade de resultados é bem menor, e, de quebra, levo uma dica do tipo: Você não queria dizer isso?

Exatamente. Obrigado, tio Google.

7) Reviso tudo o que escrevi, e faço as modificações necessárias

Após concluir o texto, reviso tudo, e modifico o que for necessário. Vez em quando, foi uma frase que ficou sem sentido, uma palavra que ficou em falta, etc. Depois, é só publicar.

Pronto. É isso aí. Você provavelmente deve ter se identificado (ou não) com muita coisa que escrevi aqui, pois também deve seguir o seu método pessoal para dar luz a seus textos.

Então? Como você escreve?


18
jul 07

Meme: Os 5 livros que marcaram minha vida

O Magno, do Veleiro Virtual, me convidou para um meme sobre os cinco livros que marcaram minha vida, iniciado pelo Miguel, Etecetera.net.

Bem, já li n livros. Todos bons, até porque, quando a leitura não me agrada o bastante, deixo ele de lado e nem perco o meu tempo. Mas, sempre ficam aqueles que deixam uma marca na memória, e continuam latentes até mesmo em nosso dia a dia.

Como o próprio Magno escreveu, os livros lidos na infância e que acenderam a chama do gosto pela leitura tem lugar especial neste pódium.

Sendo assim, vamos à lista:

  • [BP]O Rei Artur e os Cavaleiros da Távola Redonda – Thomas Malory[/BP]: Li este livro no ginásio, e o clima de magia e indagações do tipo “será que o Rei Arthur existiu mesmo?” fizeram com que eu repetisse a leitura diversas vezes, inclusive nos dias atuais. Impossível esquecer a busca pelo Santo Graal, aliás, tão impossível que este é o nome do meu projeto pessoal de sucesso. Mas isso é um assunto para um outro post (quem sabe…)
  • [BP]Quando chega a hora – Zíbia Gasparetto[/BP]: Gosto pra caramba de livros espíritas, principalmente os da Zíbia. Este aqui foi, no mínimo, excelente. Inesquecível.
  • [BP]Faça dar certo – Luiz Antônio Gasparetto[/BP]: Outro livre excelente, que li num momento que estava precisando organizar um pouco minha vida.
  • [BP]O Monge e o Executivo – James C. Hunter[/BP]: Comprei este livro por indicação, e me surpreendi com a leitura. James propõe novos modelos de liderança, o que ele mesmo chama de “liderança servidora”, que já são realidade em grandes empresas, como por exemplo a Wal-Mart.
  • [BP]Getting Things Done – David Allen[/BP]: Minha mais recente (e por que não dizer a melhor?) descoberta, motivo do meu sumiço. Leitura recomendada para qualquer um, inclusive, farei um post especialmente sobre ele, que tem me ajudado a me organizar, focar nos meus resultados, e melhorar a minha inércia e ansiedade. Com ele, descobri coisas ruins e boas sobre minhas últimas ações. Mas nada que eu não venha a dar um jeito!

Bem, por hora, são estes. Pena que são só 5.

Agora, como é um meme, convidarei alguém que lê bastante e tem muito conhecimento para compartilhar sobre sua leitura. Com certeza, ele ficará bem feliz em participar deste meme, e proporcionalmente confuso, pois escolher só 5 da sua biblioteca vai ser no mínimo difícil.

Rodrigo Ghedin… A bola tá com você, meu velho! (ops!)

[BL]Zíbia Gasparetto, Luiz Antônio Gasparetto, Dan Brown, James C. Hunter, Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes[/BL]