Opinião


11
nov 09

Welcome back, Hilder Santos!

Era só a frase que faltava aparecer neste blog depois de mais de um ano de ausência nos cantos de cá.

Acho que já saí da minha fase anti-social e já não tenho mais desculpas esfarrapadas para protelar o que sempre gostei de fazer. Também, já cansei de escrever sobre blogs, e depois para blogs, e depois para gente, e depois para paraquedistas, e mandei o Adsense para a puta que o pariu.

Chega de escrever com o dedo anular apontando para o Backspace, ou com receio de falar sobre bebida (não que eu beba), sexo (não que eu foda [sempre]) e mulher pelada (opa, sempre bom!), só porque o sr. Google não quer, e pode cancelar minha conta do Adsense. Agora, como já dizia minha ex ex ex namorada quando brigávamos… “quem manda nessa porra sou eu!”.

Eu sei, 25% por cento do meu faturamento com blogs foi-se embora tomando essa decisão, mas e daí? E daí que eu me fodo financeiramente, mas tiro a sujeira da cachola. E aí, vamos andando… depois escrevo uns hypes em meus outros blogs e fica tudo certo.

Nesse mais de 1 ano de ausência, algumas coisas continuaram as mesmas, outras mudaram bastante. Já ouvi muita música mais de 10 vezes seguidas que hoje não lembro nem mais o nome… Já conheci muita gente nova, assim como terminei muita amizade que não me somava em nada, assim como já terminaram a amizade comigo porque eu também não somava em nada. Já sumi, apareci, sumi de novo, me invoquei e depois fiquei de boa. Já tentei fazer outros blogs, alguns mantenho, outros deixei o domínio expirar (seja por esquecimento ou por já estar de saco cheio mesmo), alguns nem iniciei.

Ainda assim, o Pimenta continuou aqui, jogado às traças, esperando o meu retorno, com sua última notícia publicada exatamente em 07 de novembro de 2008. Espero que dessa vez não passe tanto tempo ausente, afinal, não sou santo e sempre tenho algo a dizer – bom ou ruim, mas tenho!

E agora que estou retornando ao Twitter, ao Facebook e até mesmo à vida real, por que não voltar aos blogs? Queria fazer algo mais pessoal, mais de opinião mesmo, do jeito que eu penso… e se o Pimenta com Dendê tem um nome legal, por que não seria ele?

Acho que por ora é só. Nos encontramos por aqui também…

E sem enrolação, porque isso não é mais necessário. :)


25
abr 08

Bahia não é só vatapá com camarão. Tem coca-cola e uísque!

jammil

Caramba.

Confesso para vocês: nunca, mas nunca mesmo, vi algo parecido. Não tenho nenhum conhecimento de um artista brasileiro que tenha tamanha coragem de se expor como ele é, de praticamente tirar a roupa na frente dos fãs, e foda-se o resto.

O Jammil e Uma Noites, banda bem conhecida daqui da Bahia, mantém um blog que, segundo eles, é um diário oficial. Este blog é mantido por um músico da banda, o Manno Góes (na foto do blog, é o terceiro, da esquerda para a direita) – não sei o que ele toca na banda, pois não curto axé, e não acompanho o Jammil.

O Manno escreve excelentemente bem. Puta merda, o cara é foda. Não conhecia os seus textos nem a sua inteligência sarcástica, mas confesso que foi paixão à primeira vista – sem viadagem. O cara se expõe, se diverte, fuma, bebe, faz o diabo a quatro, junto com os seus textos, e convida o seu fã (fã???) a viajar, se embebedar e dar risada das ironias da vida junto com ele. Já estou viciado.

O Manno Góes fez um texto de dar inveja em qualquer blogueiro, seja pela sua coragem, seja pela sua sagacidade, pela sua cota de ironia, pelo seu conteúdo. Foi um dos melhores e mais verdadeiros textos que já li, como diziam os Mamonas, “neste momento, até hoje, em toda a minha vida”.

Super-homem? Não, cara. Você, realmente, é o homem de ferro. Não tem pra ninguém. Nem que surja mais uma trilogia do homem-aranha, você continuará sendo o homem de ferro. E, não sei bem se era a sua intenção… Mas ganhou mais um fã. Se não pela música que você toca, pelo conteúdo que você produz.

Se esconder e sorrir é para os fracos. Mostrar quem é, sem sunguinhas vermelhas ou cor-de-rosa, só cabe aos homens-de-ferro. Sempre me perguntei: é o Super-Homem que se finge de Clark Kent, ou o Clark Kent que se finge de Super-Homem?

Você me convenceu. Não acreditava em quadrinhos ou histórias da carochinha, mas você É o homem-de-ferro. Talvez, não um super-herói, mas com certeza, um super herói.

Acho que preciso dar mais uma colher de chá aos artistas da Bahia. Preciso tomar mais algumas doses de uísque. Ouviram, estrelas? Talvez seja a hora de quebrar os meus paradigmas, e olhar além dos disfarces.

Mas… Puta merda, Manno Góes! Isso não vale, cara! Um super-herói não pode mostrar a sua identidade secreta. Você quebrou a lei! Você não pode ensinar o truque, senão a mágica perde a graça! Cadê aquele óculos redondos, aqueles cabelos partidos nos meios e aquela cara de otário? Porra, bicho, heróis de verdade não se revelam. Morrem a favor de seus ideais secretos. Mas você… Porra, cara, você pisou na bola. Isso não se faz, tira a graça da coisa. Será que você não entende que o que precisamos é de um super-herói? Pessoas comuns não salvam outras, Manno. Não têm super-poderes. Não são merda nenhuma, só um bando de esperançosos e confiantes em seus super-heróis. E sinto lhe dizer, mas agora não tem mais volta: você é igual a esse bando de esperançosos de merda, bicho. Não dá mais para voltar atrás.

Você quebrou a lei, cara.

Mas continua sendo um homem de ferro.


24
dez 07

Feliz Natal, e um ótimo 2008!!!

Árvore

Aos amigos, leitores, visitantes, paraquedistas, trolls, fãs, e etc… :D Desejo um excelente Natal a todos vocês, de coração, e um 2008 cheio de esperança, paz, muita saúde, muito dinheiro (que não faz mal a ninguém), e que todos os seus sonhos possam se tornar realidade.

De antemão, agradeço pela companhia de vocês durante este ano que está indo embora, e conto com o estreitamento destes laços no ano vindouro. Agradeço pelas amizades que obtive, pelas vitórias alcançadas (aqui e também na vida offline), pela confiança, e espero que todas as mágoas, turbulências e energias negativas fiquem para trás.

Independente da sua crença, renove-se. Perdoe. Ame. Faça isso por você e pela humanidade, e seja recompensado pela alegria que brota das boas ações, e da paz que você sente ao ter a certeza de que está fazendo algo de bom por você e pelo próximo. Acredite que existe sim uma estrela que brilha para você, que te guia, que não te cobra nunca, e que acredita em você incondicionalmente, mesmo que você não acredite nela.

Não deixe a sua vida passar diante de teus olhos, e procure aprender com os seus erros (se arrepender, nunca!).

Arrisque. Arrisque sempre! Não tenha medo de ser feliz. Não tenha medo do amanhã. Seja você acima de tudo, não deixe que te imponham quem você deve ser, ou que você deve fazer. Siga o seu coração, pois só ele é capaz de mudar a nossa razão… E não o contrário. Acredite no seu potencial, você é capaz de fazer tudo! Basta acreditar, que o Universo se encarrega de tornar os seus sonhos realidade. Agradeça à Vida sempre, simplesmente por ter sido presenteado com ela, e por ela. Mas faça isso sempre, e não somente nesta época do ano.

Boas Festas, Bom Natal, e um excelente Ano Novo.

São os meus sinceros votos, ainda que esteja meio sumido, mas nunca esquecido.

E que venham mais 1000 anos!


17
set 07

O dia em que eu perdi para o Leo Baiano

Semana passada, em conversa com o Leo Baiano (meu conterrâneo) através do MSN, estávamos falando sobre as poucas respostas – ou até mesmo a ausência delas – em “tópicos-jabá” da Lista Blogosfera. Ou seja, você escreve um texto legal, resolve compartilhá-lo com o pessoal da lista, e recebe pouco retorno sobre isso. No máximo, umas 2 ou 3 respostas.

O Leo duvidou de mim. Achou que era possível escrever um thread sobre um post que fez e receber mais de 30 respostas. Poxa, lógico que isso seria praticamente impossível na minha visão, a não ser que fosse sobre uma mentira deslavada, ou um hype.

Selamos uma aposta, que eu tinha certeza que iria ganhar (shame on me): escrever um tópico, que fosse jabá, falasse sobre algo real, e conseguisse 30 ou mais respostas num período de 3 horas. O prêmio? Uma “festinha” banhada a cerveja e uma boa comida baiana, no valor de R$ 150,00 (olha lá o que vocês vão pensar, mentes pervertidas). Com o pessoal fazendo pouco caso para “jabás” – incluindo eu, seria muito difícil ele conseguir esta proeza. Lógico que as respostas dele não estariam inclusas, ele não poderia colocar uma resposta a cada réplica do jabá, por exemplo “gostei” e ele “obrigado”. Ganharia fácil. Uma festinha garantida para mim, já daria pra pagar algumas contas – não faria nem questão dos comes e bebes.

Aposta feita, o Leo escreveu um tópico com um jabazinho simples, porém potente: O Blog que mais cresceu em menos tempo. Nele, dizia que foi o primeiro blog que conseguiu “crescer” em menos tempo. Putz, xeque-mate. Ele iria crescer, de fato, e alcançar a meta real no menor espaço de tempo: conseguir a sua “festinha” com o crescimento de respostas ao seu tópico.

Foram exatamente 66 respostas, fora um side-topic que teve na lista. Dúvidas, alguns (poucos) elogios, e muitas demonstrações públicas de egoísmo. O Leo conseguiu criar “buzz” em cima de uma estatística que estava, de fato, se tornando realidade, baseado na visão que apenas eu e ele tínhamos.

O que é isso, pessoal? Porra, quando eu compartilho algo legal, relevante, que demorei horas e horas para pesquisar, recebo pouco feedback, agora quando compartilho algo sobre uma vitória conseguida, isso é visto como uma “ameaça” por algumas pessoas? Se é pra concorrer, povo, concorre, mas concorre certo, faz por onde. Vou fazer um post aqui dizendo que o meu é maior do que o de todo mundo aqui, e vão chover comentários de dúvidas sobre o que estou querendo dizer, e num instante já iriam pedir fatos (e fotos) que comprovem o que estou dizendo, tudo pelo medo e pela insegurança. Tenham santa paciência. É por essas e outras que o Estadão teve a repercussão que teve.

A atitude da maioria do pessoal foi primitiva e egoísta. Agora, muita gente deve estar achando que foi uma “brincadeira sem graça”, e ter ficado puto da vida com essa revelação, que agora não passa de besteira. Ah, tá: quem foi que lotou o tópico de comentários redundantes, do tipo “mostre por que você é”, “você não é não, eu é que sou”, “se você é o primeiro nisso, eu sou naquilo”? Deixassem o tópico morrer, e eu tenho certeza que ninguém sairia perdendo nem chateado – só o Leo, me pagando a festinha. Não criassem expectativas, não fomentassem a situação, deixassem as coisas como estão que tudo iria se resolver mais cedo ou mais tarde.

Até o Marcel fez um comentário que não tinha nada a ver:

(..) não queria me estender pois é Off desta mensagem, mas eu vi você discutindo com o Thiago Mobilon nos seus comentários, em um post sobre SEO, e concordo com ele. Você não pode querer ensinar algo (SEO, como ganhar dinheiro com blog, etc), se você não sabe nem pra você ainda. Primeiro você deve ser um especialista no assunto. E você é um amador, espero que por pouco tempo.

Um abraço brother, não me leve a mal.

Marcel, quando se está em uma aula e o professor, por algum motivo qualquer, comete um erro (ortográfico, que seja), você não se sente no direito de levantar o braço e apontá-lo, de forma gentil? Se o professor estivesse certo durante todo o tempo, a única conseqüência que você teria daquilo tudo é o aprendizado. Caso contrário, o professor consertaria o erro, e voltaria a dar a aula normalmente.

Discutindo-se se aprende, cara. Mesmo que seja duvidando de profissionais, é um direito de qualquer pessoa, mesmo que ela seja uma “amadora”, como você fez questão de deixar tão explícito em sua resposta. Por favor, me avise quando eu precisar de um diploma para dar dicas de monetização por aqui ou discordar de você, que eu abstenho-me, e procuro alguém que queira discutir comigo, e eu aprender com ele. E por favor, não leve a mal, assim como você pediu tão sutilmente que o Leo não o fizesse.

A conclusão que eu tirei disso tudo foi que o melhor mesmo é colocar a minha pastinha debaixo do braço, e parar de criar expectativas quanto às atitudes dos outros, pois enquanto existir insegurança e concorrência por aqui, haverão inúmeras discussões deste tipo.

Ah, sim. Aprendi também a parar de fazer apostas com o Leo. Tive que pagar parcelado. :)


11
ago 07

Já que o assunto é a macaquice…

macaco.jpgVários blogs estão falando sobre a propaganda que está sendo veiculada pelo Estadão, onde eles referem-se aos blogueiros como macaquinhos que só sabem teclar CTRL + C e CTRL + V.

Quer saber? EU TÔ ADORANDO.

Calma, calma. Não vá você pensar que eu estou adorando o fato de eu (e uma porrada de gente) ser chamado de macaco, mas sim porque esta foi a melhor afirmação de que eles estão morrendo de medo dos blogs.

Sim. Blogs são parciais, têm opinião e se destacam das outras mídias, justamente pelo fato de abrirem espaço para o leitor também exprimir a sua opinião perante os fatos. E, como geralmente surgem vários pontos de vista sobre um determinado assunto, o leitor também tem a arbitrariedade de escolher aquilo que lhe convir.

Jornais (mesmo eletrônicos) mostram a notícia: blogs debatem sobre ela. E em tempos de bons leitores (mais atentos, com mais opiniões e, por que não, mais inteligentes), nada faz mais a diferença do que esse espaço em que o leitor pode ler a notícia – e debater em tempo real sobre ela.

Voltando à propaganda, o Estadão usou uma artimanha que trará muita vantagem para nós, blogueiros: a psicologia reversa.

O ser humano tem uma incrível atração pelo desconhecido, ou até mesmo por aquilo que muitos julgam que é errado. É como se o nosso ego só estivesse satisfeito após experimentar o “proibido” e constatar que aquilo não é bom, por nossos próprios méritos.

Então, fazendo uma propaganda desta, com tamanho sensacionalismo, o Estadão não fez nada além de colocar toda a atenção do seu público alvo nos blogs. Ou você acha que os seus leitores irão dizer “eu não vou ler blogs porque o Estadão disse que é uma coisa feia!”?

Portanto, agora, cabe a nós fazermos jus ao que somos (blogueiros, não macacos) e aproveitar ao máximo este ótimo momento que o Estadão nos propiciou, causando polêmica em torno de nós. Ou você esqueceu que polêmica sempre gera visitação?

Não temos o que reclamar.

Só não gostei de ser chamado de macaco. Fiquei tão chateado, mas tão chateado que fiz um pequeno protesto diretamente para o Estadão, que tenho certeza que deixará eles de cabelo em pé, tamanha a indignação posta em minhas palavras. Se você não entender, certamente eles entenderão. Veja aqui.