Nunca vi tantos blogueiros pensando juntos, em busca de um mesmo ideal. Isso é sinal de que estamos atentos a todos os fatos, e que a união faz a força.
A propaganda do Estadão conseguiu fazer um verdadeiro buzz na blogosfera, e como o Alessandro considerou em um comentário neste artigo, “existe algo por aqui”, de fato.
Mas… Pera um pouco…
Ontem, o Jânio postou algo que me deixou com a pulga atrás da orelha. Estaria a blogosfera correta em ter se defendido, ou não fazemos nada além de cair como patinhos na jogada de marketing deles e de pagar mico? – desculpa, mas o trocadilho foi inevitável.
A Campanha
O Estadão investiu dinheiro nisso. E não foi pouco. Desmotivar a leitura de blogs colocando um macaco copiador foi no mínimo, equivocado, para não dizer infantil. Quem acompanha blogs, sabe o quanto eles são importantes, mais isso já virou pleonasmo, e não vou repetir o que muita gente (inclusive eu) já falou por aí.
Mas, pense comigo: e se a psicologia reversa foi aplicada contra a gente?
Fomos cutucados, e acabamos explodindo. Seria melhor mesmo ter ignorado o fato e ter passado por cima da bosta, e não pisado nela, como o Cardoso sugeriu? Estou começando a pensar que os infantis, neste caso, fomos nós.
O Plano Maquiavélico
Imagine que você é diretor de marketing de um jornal relativamente bem conceituado. Daí, você desejar alavancar as vendas, partindo para um público alvo com pontos de vista formados, fomentador de discussões. Onde este público está concentrado? Nos blogs, claro, pois estes leitores gostam de ponderar os fatos.
Mas mídia falar sobre mídia, principalmente quando as duas são naturalmente incompatíveis, é complicado. Fazer uma campanha de marketing em cima disso (pagando resenhas), certamente afastará leitores, ao invés de atrair. Seria como se estendesse a bandeira branca e gritasse publicamente “eu me rendo!“. Assim, pensando em uma boa estratégia de propaganda barata e direta, começa a surgir a campanha intitulada “falem mal, mas falem de mim“.
Como conseguir uma atenção maior deste público alvo, sem gastar um tostão com resenhas? Simples: chamando os detentores da mídia de feios, que eles, num impulso primitivo – olha os macacos aí -, defenderão a sua aparência, como se já não bastasse o que espelho mostrasse. Ou você esqueceu que polêmica sempre atrai atenção?
Resumindo: A campanha do Estadão foi a ironia mais bem feita que já existiu, o hoax do século. As atenções não estão para quem foi ofendido, mas sim para quem ofendeu. Eles queriam nos desequilibrar, mostrar o quanto somos frágeis e o quanto precisamos de auto-afirmação, e agora, sorriem brindando suas taças cheias de Pol Roger Brut. Genial.
Em vista disso tudo, começo a ver a blogosfera com outros olhos:
Detalhe: nós somos os patos. E eu estou no meio.
O que fazer daqui pra frente? Ignorar ou defender-se? Eis a questão. O que está feito está feito, portanto, o melhor é deixar o tempo passar, e aguardar que ele cure todas as feridas, principalmente feridas escritas com ÃO. Já que nos demos conta de que o nosso potencial é, de fato, grande, que tal se utilizarmos toda essa energia reprimida em prol do bem em comum, como por exemplo, acabar com os acéfalos do Orkut e com o RBD?
Ah, já ia me esquecendo. Sem acéfalos, não há hypes. Então, deixa pra lá.
E esta foi a última macaquice, Jânio. Juro!


hehehe
no post em que eu comentei o assunto, http://www.eupodiatamatando.com/2007/08/11/agora-e-guerra-midia-convencional-versus-midias-alternativas/, eu falei dessa possibilidade.
Cara, já falei pro Janio e mais meio mundo: também sou da opinião do “não é comigo”. É aquela mesma história: tu chama um cara de gay, se ele ficar frio não dá pano pra manga, mas se ele se irritar e começar a contestar, a história vai longe. O negócio é a gente fazer de conta que não sabe de nada. E sabe do que mais? Eu moro em Porto Alegre. O tal jornal tem muito pouca circulação aqui, propagandas e publicidade são quase nulas. Adivinha como eu fiquei sabendo disso. Blogs, é óbvio. Quanto mais se fala, mais gente fica sabendo e mais mídia eles têm.
Acho que falei demais. Foi mal.
Abraços!
AGORA QUE VOCÊ JÁ LEU A VERSÃO DO GENERAL CUSTER,
LEIA A DOS ÍNDIOS.
Nos ultimos dias, vimos reverberar na blogosfera ataques e defesas à nova
campanha do Estadão, feita pela Talent. Tudo começou nos blogs de publicidade e nos pegou
totalmente de surpresa, principalmente por que o subtexto que foi espalhado
por aí, de que o Estadão é contra os Blogs, não foi colocado em nenhuma das
peças da campanha. Isso seria extremamente incoerente, já que o Estadão sabe
que os blogs não só fazem parte da sociedade como do próprio Grupo Estado.
Sendo assim, vamos analisar a questão mais de perto pra saber se houve alguma
falha na comunicação da campanha.
Os filmes começam com uma vinheta , World Wierd Web, que já identificam o propósito
de fazer humor com a parte estranha, sem noção, da web.
No filme em que o rapaz lê o blog de economia do Bruno, o cientista diz que o
macaquinho já está copiando e colando textos pela web. É impressionante, mas a
reação que esperávamos dos blogueiros é exatamente contrária ao que aconteceu.
Quantas vezes, você blogueiro já não encontrou seu texto por aí, fora de
contexto, faltando partes e sem os créditos? No outro filme da campanha, dois
ruivos colocam informações mentirosas na internet pra sair ganhando alguma
coisa. As meninas que são enganadas pelo hoax nunca falam que encontraram
essas informações num blog e, do outro lado, um dos ruivos diz apenas “pronto,
tá na net”. Nesse caso, nada de blogs. Na mídia impressa acontece algo
parecido, apenas um do três anúncios diz abertamente “Blog”, os outros dois
usam os termos “página” e “site”.
Desta forma , nós posicionamos o estadao.com em linha com a proposta de
credibilidade, conteúdo de qualidade e compromisso do Grupo Estado. Os sites,
blogs, veículos e pessoas que frequentam o lado “luz” da internet , obviamente
, não devem se sentir atingidos por uma crítica ao lado “escuro” do ambiente
virtual, da mesma forma que um bom jogador de futebol não deve se sentir
desvalorizado por ter um colega perna-de-pau ou quebrador de joelhos. Ou será
que os publicitários que primeiro criticaram nosso trabalho consideraram
uma campanha difamatória aos publicitários o fato
de um dono de agência ganhar as manchetes por servir de intermediário na
distribuição de fortunas em verbas públicas?
Alguém em sã consciência pode defender incondicionalmente todo o conteúdo da
internet , com seus hoaxes , pegadinhas, pornografias, ideologias escondidas,
baixarias, falsos gurus, falsários, tomadores de dinheiro e tempo, Maranhão do
Sul na wikipedia, alterações da história e interesses privados disfarçados de
clamor do internauta?
No seminário da Microsoft este ano, em Cannes, os dados apresentados levaram
a uma inconteste conclusão: a de que a internet, como as
regiões de uma cidade, vai se dividir em duas. Uma útil, crível ,
inteligente, prestadora de serviço, informativa e confiável. Outra que é como
uma rua escura e sem policiamento: vai quem quer, sob seu próprio risco. Vamos
sempre promover o estadão.com como parte da primeira metade.
Separar o joio do trigo na internet deveria ser do interesse de qualquer
cidadão de bem.
João Livi
Diretor de Criação- Talent
joaolivi@talent.com.br
Puts… me deu uma preguiça comentar sobre essa campanha do Estadao. Fiquei feliz porque gastaram dinheiro e apagar o fogo com alcool. E mesmo assim teve gente que caiu na provocao e saiu por aí alastrando a propaganda.
oque aconteceu?
mas gente que nao precisaria ficar sabendo da campanha ficou sabendo e o estadao foivisto por muitos agora.
deixa eles lá.
que nós ficamos aqui
[]s
Filipe ~ http://www.sopojo.com
Não entendi até agora a razão de tanto bafáfá.
Não vi onde nos anúncios do Estadão, se fazia referência exclusivamente aos blogueiros e aos blogs.
Fiz de conta que não era comigo, pois não é mesmo, e ponto final. Nem um “a” sobre o assunto.