Semana passada, em conversa com o Leo Baiano (meu conterrâneo) através do MSN, estávamos falando sobre as poucas respostas – ou até mesmo a ausência delas – em “tópicos-jabá” da Lista Blogosfera. Ou seja, você escreve um texto legal, resolve compartilhá-lo com o pessoal da lista, e recebe pouco retorno sobre isso. No máximo, umas 2 ou 3 respostas.
O Leo duvidou de mim. Achou que era possível escrever um thread sobre um post que fez e receber mais de 30 respostas. Poxa, lógico que isso seria praticamente impossível na minha visão, a não ser que fosse sobre uma mentira deslavada, ou um hype.
Selamos uma aposta, que eu tinha certeza que iria ganhar (shame on me): escrever um tópico, que fosse jabá, falasse sobre algo real, e conseguisse 30 ou mais respostas num período de 3 horas. O prêmio? Uma “festinha” banhada a cerveja e uma boa comida baiana, no valor de R$ 150,00 (olha lá o que vocês vão pensar, mentes pervertidas). Com o pessoal fazendo pouco caso para “jabás” – incluindo eu, seria muito difícil ele conseguir esta proeza. Lógico que as respostas dele não estariam inclusas, ele não poderia colocar uma resposta a cada réplica do jabá, por exemplo “gostei” e ele “obrigado”. Ganharia fácil. Uma festinha garantida para mim, já daria pra pagar algumas contas – não faria nem questão dos comes e bebes.
Aposta feita, o Leo escreveu um tópico com um jabazinho simples, porém potente: O Blog que mais cresceu em menos tempo. Nele, dizia que foi o primeiro blog que conseguiu “crescer” em menos tempo. Putz, xeque-mate. Ele iria crescer, de fato, e alcançar a meta real no menor espaço de tempo: conseguir a sua “festinha” com o crescimento de respostas ao seu tópico.
Foram exatamente 66 respostas, fora um side-topic que teve na lista. Dúvidas, alguns (poucos) elogios, e muitas demonstrações públicas de egoísmo. O Leo conseguiu criar “buzz” em cima de uma estatística que estava, de fato, se tornando realidade, baseado na visão que apenas eu e ele tínhamos.
O que é isso, pessoal? Porra, quando eu compartilho algo legal, relevante, que demorei horas e horas para pesquisar, recebo pouco feedback, agora quando compartilho algo sobre uma vitória conseguida, isso é visto como uma “ameaça” por algumas pessoas? Se é pra concorrer, povo, concorre, mas concorre certo, faz por onde. Vou fazer um post aqui dizendo que o meu é maior do que o de todo mundo aqui, e vão chover comentários de dúvidas sobre o que estou querendo dizer, e num instante já iriam pedir fatos (e fotos) que comprovem o que estou dizendo, tudo pelo medo e pela insegurança. Tenham santa paciência. É por essas e outras que o Estadão teve a repercussão que teve.
A atitude da maioria do pessoal foi primitiva e egoísta. Agora, muita gente deve estar achando que foi uma “brincadeira sem graça”, e ter ficado puto da vida com essa revelação, que agora não passa de besteira. Ah, tá: quem foi que lotou o tópico de comentários redundantes, do tipo “mostre por que você é”, “você não é não, eu é que sou”, “se você é o primeiro nisso, eu sou naquilo”? Deixassem o tópico morrer, e eu tenho certeza que ninguém sairia perdendo nem chateado – só o Leo, me pagando a festinha. Não criassem expectativas, não fomentassem a situação, deixassem as coisas como estão que tudo iria se resolver mais cedo ou mais tarde.
Até o Marcel fez um comentário que não tinha nada a ver:
(..) não queria me estender pois é Off desta mensagem, mas eu vi você discutindo com o Thiago Mobilon nos seus comentários, em um post sobre SEO, e concordo com ele. Você não pode querer ensinar algo (SEO, como ganhar dinheiro com blog, etc), se você não sabe nem pra você ainda. Primeiro você deve ser um especialista no assunto. E você é um amador, espero que por pouco tempo.
Um abraço brother, não me leve a mal.
Marcel, quando se está em uma aula e o professor, por algum motivo qualquer, comete um erro (ortográfico, que seja), você não se sente no direito de levantar o braço e apontá-lo, de forma gentil? Se o professor estivesse certo durante todo o tempo, a única conseqüência que você teria daquilo tudo é o aprendizado. Caso contrário, o professor consertaria o erro, e voltaria a dar a aula normalmente.
Discutindo-se se aprende, cara. Mesmo que seja duvidando de profissionais, é um direito de qualquer pessoa, mesmo que ela seja uma “amadora”, como você fez questão de deixar tão explícito em sua resposta. Por favor, me avise quando eu precisar de um diploma para dar dicas de monetização por aqui ou discordar de você, que eu abstenho-me, e procuro alguém que queira discutir comigo, e eu aprender com ele. E por favor, não leve a mal, assim como você pediu tão sutilmente que o Leo não o fizesse.
A conclusão que eu tirei disso tudo foi que o melhor mesmo é colocar a minha pastinha debaixo do braço, e parar de criar expectativas quanto às atitudes dos outros, pois enquanto existir insegurança e concorrência por aqui, haverão inúmeras discussões deste tipo.
Ah, sim. Aprendi também a parar de fazer apostas com o Leo. Tive que pagar parcelado.